É normal chegarmos a um estabelecimento comercial a 1 de Novembro e começarmos a ver enfeites e luzes de Natal por todo lado? Não é normal. Mas acontece. Tal como acontecem em meados de Novembro, um pouco por todo o lado, as primeiras movimentações para as escolhas de discos do ano, bandas do ano, etc.
Estamos em 2009, em ano de plena viragem para...2010. Óbvio. Como tal, em vez de discos do ano, temos também as primeiras escolhas para os melhores discos editados nesta década, à imagem do que já aconteceu em períodos anteriores. A sempre controversa NME (já) divulgou uma lista dos 100 melhores. A lista contempla o período entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2009 (mês ao qual ainda não chegámos) e elege The Strokes - Is This It como o melhor.
AVISO: É apenas uma lista. Qualquer tentativa de linchamento em praça pública deverá ser remetida para os seus autores.
Na capa (a primeira que me levou a "postar"), a edição nº164 do Courrier Internacional destaca este mês o seguinte tema: a importância dos jornais e dos 'novos media' para a democracia. Interessante? Sim, é claro.
No entanto, destaco aqui um outro tema não menos importante e que surge na pág.84 da publicação: "O som electrónico das ruas", da autoria de Julien Barret. Explica o modo como o 'kuduro' foi discriminado durante anos por parte do governo angolano e revela aquele que é para muitos o verdadeiro criador, Tony Amado, assistindo-se agora ao que se pode designar por 'democratização' da música angolana para o povo angolano.
"Como é bom voar...". Pela felicidade que demonstram os passageiros, estes veículos para voar são dos que não passam em arquipélagos cujo primeiro nome é Fernando.
...a mudança e a evolução são qualquer coisa que demora o seu tempo...25 anos não é tempo suficiente.
Não Há Nada P'ra Ninguém (sem video)
Vamos embora Manel !!! E não há fumos pra ninguém Não há mulheres pa ninguém Não há homens pra ninguém Não há nada pra ninguém
Certo dia em Lagos ao passar de caminho Para o Parque de Campismo gritei ‘Ai Toninho !!! `’ Qual não era o meu espanto Que ao meu lado direito Julgava estar a ver mal Belisquei-me, estava feito Um Parque de Campismo Especial de Corrida para os Senhores Militares, é inacreditavel !!!
Em Lagos não há Piscinas, Parques Culturais E todas as tentativas são cortadas pelos tais Se dormires na praia, vem o Cabo do Mar Se cantares na rua à Esquadra vais cantar (o Vira ) Bate baixo a bolinha bate bate pianinho se por cá queres andar Que a Judite anda doidinha por te pôr a pata em cima e por te agarrar E lá não há… lá não há…
Se jogam contigo, joga duro com eles Se te batem de forte, dá-lhes mais forte ainda E aplica-lhes a táctica, do papel higiénico Rasga por todos os lados, menos pelo picotado Joga-lhes na mesma moeda, meio tostão furado e uma volta ao bilhar grande Paga-lhes na mesma moeda, meio tostão furado e uma volta ao bilhar grande
Ah, disse o senhor Henri, o anel talvez seja de ouro. O senhor Henri pôs logo o anel no bolso e pensou: não é de ouro, é de seis mil copos de absinto. ... é a moeda do meu país. E o senhor Henri sorriu. Tinha encontrado uma riqueza rara. Eis o primeiro anel líquido da história - disse o senhor Henri."
Os trabalhos, do melhor que se faz na área do fotojornalismo a nível mundial, ficam no Museu da Electricidade até ao final de Julho, nesta que é a terceira vez que o Museu recebe a exposição.
De acordo com a organização do WPPA, o número de inscrições para o prémio contou com mais de 5000 profissionais, distribuídos por 124 nacionalidades, num total de 96 268 fotografias apresentadas.
O vencedor deste ano, anteriormente revelado, é o norte-americano Anthony Suau, que vence o prémio pela segunda vez. A foto premiada, que segundo o autor tem como temática a crise financeira nos Estados Unidos, mostra um polícia que "verifica" se ainda há habitantes numa casa já hipotecada por dívidas.
«A norte-americana Nike, ligada à venda de roupa e material desportivo, anunciou que vai eliminar 1.750 postos de trabalho em todo o mundo, o que representa cinco por cento do número total de trabalhadores.»
É já um dos paradigmas de bom gosto, aliado à predisposição para juntar e agitar cérebros ávidos de trabalho.
Na 6ª edição do Out.Fest, o mote para a ida, entre outros espaços, ao Barreiro, é o «Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro», que se segue ao anterior «Encontros de Música e Imagem do Barreiro». São "duas semanas dedicadas à música, cinema e outras artes multimédia", como refere a organização, entre os dias 15 e 29 de Maio.
De entre os "convidados musicais", destaque para William Basinski, Whitehouse, Spectrum, Sei Miguel, Loosers ou Gala Drop.
Apesar do hábito criado, de o vermos como músico e "advogado não-praticante"; perdão, jurista consultor, Adolfo Luxúria Canibal participa, aqui com Carla Silva e Sandrine Santos, na curta «Gel Fatal» (1996) de António Ferreira. Enredo simples e cenário minimal. Banda sonora a cargo de Sonic Youth e Pop Dell'Arte.
Era assim que Vasco Granja (1925-2009) brindava, com os telespectadores, o início de mais um "Cinema de Animação", programa que permaneceu na grelha da RTP por qualquer coisa como 16 anos, divulgando produções vindas do Leste Europeu, Estados Unidos, Canadá ou Japão. Paixão pelo cinema e pela banda desenhada VS Problemas com a PIDE Foi um dos grandes impulsionadores do cinema de animação em Portugal. Do realizador Jiri Trnka, "A Mão" (1965) foi uma das produções apresentadas por Vasco Granja aos portugueses. Um filme proibido na antiga Checoslováquia.
Acho que está na hora de voltar a ver isto. Na versão portuguesa, "A Lula e a Baleia" [2005] Há por aqui um Jeff Daniels (sim, o mesmo de "Doidos à Solta") a fazer de escritor e também de pai pronto a entrar em conflito matrimonial. Sim, é sério. A banda sonora liga bem com o filme, convém, e é definitivamente um machado que procura cortar aos pedaços os corações mais franzinos.
Porque todos os heróis, mais ou menos míticos, têm sempre alguém na retaguarda ... caso as missões de salvar o mundo, o país, a cidade ou aldeia corram mal.
É mais do que óbvio. Um mãe prefere ter um músico brilhante como filho em vez de ter alguém que todos os dia chega a casa com os joelhos esfolados e que a obriga a "lavar mais uma máquina de roupa". É, por isso, compreensível que a minha própria mãe me encorajasse mais a continuar nas aulas de guitarra que a correr atrás de uma bola. Quando ela me dizia que, se me esforçasse mais um pouco, iria conseguir tocar três ou quatro acordes seguidos, era capaz de ter razão. Pelo menos a avaliar pelo desempenho do senhor Dave, dos Maps & Atlases (descoberta tardia despachada este fim-de-semana, via beliche) parece fácil. Será que é mesmo?
Dia Mundial do Teatro. É hoje, e desde 1961. Uma data instituída peloInstituto Internacional do Teatro, da UNESCO, e que normalmente é marcada por diversas actividades um pouco por todo o lado e a preços reduzidos.
Todos os anos, é-nos transmitida a Mensagem do Dia Mundial do Teatro. Aqui fica, nas palavras de Augusto Boal***
"Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida! Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, o palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Verdade escondida
Em setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro, apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós, em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da bolsa quando fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre: no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"
*** (director de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro)
Associaçao Nacional Vigilantes quer uso de cacetetes e "tasers"......
Tendo em conta os vídeos que vão surgindo por essa internet fora sobre o uso desmedido deste tipo de instrumentos...parece-me que não é bem esta a solução...pelo menos antes de ser feito algum estudo de caso acerca dos "meios utilizados pela polícia vs eficácia da utilização". Diz o presidente da associação ao JN: "os casos recentes de agressão mostram, mais uma vez, que os seguranças e vigilantes devem ser autorizados a ter meios de segurança, nomeadamente cacetetes e "tasers" (armas de choques eléctricos)."
Já numa notícia no site da RTP: " A família de um deficiente mental de 35 anos exigiu uma indemnização de 10 milhões de euros à polícia nova-iorquina pelo uso de uma pistola eléctrica Taser que o fez cair e lhe provocou a morte".
A própria Amnistia Internacional publicou um relatório sobre as Taser, afirmando que estas podem matar e devem ser utilizadas apenas em situações extremas.
A culpa deste post é da Sic Notícias e do programa "Toda A Verdade". Deviam mudar o nome para "Apenas Um Pouco Menos De Metade De Toda A Verdade"...e aí acabavam-se as preocupações.
Black Dice. Entreguem instrumentos (incluindo serras eléctricas e bastões) a miúdos destemidos. Coloquem-nos em frente a um televisor que transmite cartoons e este será severamente punido. O resultado é Lazy TV. Pureza da serra sintetizada e caos infantil. Wall-E e Kid Koala sentir-se-iam bem por aqui. O disco, Repo, com edição pela Paw Tracks, anda à solta na r(N)e(E)d(T)e desde o início do mês. Regressam a Portugal a 3 de Maio. Concerto no Museu do Chiado, em Lisboa.
É de arrepiar. Nos últimos tempos, cada vez mais ouvimos a seguinte palavra: s-a-l-a-z-a-r. É de arrepiar. É de arrepiar que, mesmo sem o ter conhecido, quase que o sinto entre nós. Mais uma vez, é de arrepiar... E mesmo que não tenha privado com ele ainda me tentam impingir a sua "vida privada". Cada vez que ouço a malfadada palavra, eis o que me vem à memória: Unha-de-fome. Como pode alguém que durante tantos (demasiados) anos nos "governou" criar tamanha perturbação depois de padecer...padecer de uma morte..? Passados tantos anos e o fantasma ainda paira por aí?...Afinal talvez não tenha sido má ideia uma "vida privada"...deixamos de nos assombrar apenas com a "vida pública" para passarmos a uma assombração dupla. Por mim, acho que nunca é de mais lembrarmo-nos, nem que seja em duplicado ou triplicado, daquilo que o sujeito fez. Portanto, não querendo alimentar mais o monstro, não querendo sequer voltar a escrever tal palavra. Isto é o que eu penso agora ( e com sotaque) dessa personagem. Outra vez, unha-de-fome. Sinônimos:mesquinhosovinaesganadopão duro . Antônimos:mão-abertagenerosoaltruístacoração mole Palavras relacionadas:mão-de-vacaunha-de-fomecomer nacos de pão amanhecidoegoista
(e talvez um bocado chato...entre outras designações...)
Flatlife (2004),vídeo do belga Jonas Geirnaert. É por vezes utilizado em aulas para os mais novos mas é essencialmente um filme para gente crescida..e com vizinhos. Os vizinhos podem ser seres estranhos. Tão estranhos que chegam a ser iguis a nós. Isso sim pode ser preocupante.
É tempo de espiar pecados ( ou nem por isso) em quatro quadrados.
Tema incluído no disco com edição em 2008. Há quem diga que é preciso ter em atenção a edição de Fevereiro da revista inglesa The Wire, suspeita-se de boas indicações por lá acerca dos Gala Drop. Entretanto estão a viajar (será?) pela Europa com estes moços aqui em baixo, os norte-americanos Religious Knives.
" You want too much Lets say you came back sometime too soon I loved your master perfectly And I taught him all that he knew He was starving in some deep mystery Like a man who is sure what is true And I sent you to him with my guarantee I could teach him something new And I taught him how you would long for me No matter what he said, no matter what you do I believe that you heard you master sing While I was sick in bed Im sure that he told you everything I must keep locked away in my head Your master took you traveling Well, at least thats what you said And now do you come back to bring Your prisoner wine and bread."
"Sobre este caso não há a mínima dúvida a imprensa como sempre é que empolou sua excelência agiu correctamente o piso é de outrem embora seu familiar ninguém está livre de uma coincidência quem chama a atenção das redacções?"
"Se porventura existe alguma «autoridade» neste livro, reside nos meus quinze anos de trabalho como quadro superior de relações públicas e publicidade. Durante esse tempo, aprendi ser possível entrar directamente no espírito das pessoas através dos mass media e, qual criador de ilusões, nelas implantar imagens que as poderão levar a fazer aquilo que de outro modo nunca teriam pensado fazer. Inicialmente, este poder divertia-me, vindo depois a deslumbrar-me, seduzido eu pela minúcia do seu funcionamento. [...] Vim, por fim, a sentir-me horrorizado com esses efeitos, ao observar as aberrações que inevitavelmente criam no mundo(...)"
In "Quatro Argumentos Para Acabar Com A Televisão", Jerry Mander
"(...) São Vicente, para ser São Vicente e entrar na História como entrou, teve necessidade de dois corvos para o acompanhar que, por sinal, lhe foram sempre fiéis até hoje. Ora, duma ave como esta, tão convivente e tão enigmática, conta-se muita coisa. A própria Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, depois de muitos rodeios, afirma que o corvo é velhaco e ladrão, e isto, bem entendido, com a devida consideração pela agudeza e pela independência no trato que toda a gente lhe reconhece. «Caguei para a Enciclopédia», diz o Corvo. E para comprovar alça a cauda e, zás, despede um esguicho de caca esbranquiçada. Caca esbranquiçada numa criatura tão negra é que ninguém esperava(...)
(...) Do sopé da falésia erguia-se o marulho suave e rouco das ondas. Detendo-se, Jaimemorto debruçou-se sobre o estreito parapeito que o separava do vazio. Lá em baixo, tudo era longínquo, a pique, e a espuma tremia no recôncavo das rochas como uma geleia de Julho. Cheirava a alga assada nas brasas. Tomado de vertigem, Jaimemorto ajoelhou-se na erva terrosa do Verão, tocou no chão com as duas mãos espalmadas; deparando-se, graças a este gesto, com caganitas de cabra de contornos singularmente irregulares, concluiu da presença, entre esses animais, de um bode de Sodoma, cuja espécie julgava desaparecida(...)"
"(...) aceitou aquele abraço pelo lado mais interior do amor, rasgando com o passado a costumeira ferocidade. naquele instante, a quitéria acreditou que descobrira o mais inatingível da existência. agarrou-se ao andriy e agradeceu-lhe como pôde pela oportunidade única de se humanizar daquela maneira e percebeu a inteligência mais secreta de todas. esta é a inteligência mais secreta de todas, o amor(...)"
"(...)Encaixei-me numa cabina, tomei um comprimido e durante cerca de vinte minutos debati-me com fantasmas do espaço. Um quarteto de afirmações tornou-se, pouco a pouco, audível: soprano, não existia semelhante número em Beardsley; alto, Miss Prat ia a caminho de Inglaterra; tenor, a escola de Beardsley não telefonara; baixo, não podia ter telefonado, pois ninguém sabia que me encontrava, naquele dia, em Champion, Colorado(...)"
"As sextas do a9))))são um acontecimento que tem lugar na terceira sexta feira de cada mês, noEdifício Velho do Orfeão de Leiria, em colaboração com O Nariz - Teatro de Grupo.
Nestes dias o a9))))apresentará uma proposta videográfica produzida por si, na sua maioria são concertos que aconteceram em Leiria pela mão do Fade in e que foram gravados ao abrigo do protocolo que tem com esta associação. Haverá outras propostas que incluem vídeo e música. A entrada é livre."
[cópia descarada do original]
Sextas doa9))))- Dead Combo(projecção do concerto Fade In)
"Chicken" (2003) - Vídeo da artista Marie José Burki, uma suiça que viveu, por exemplo, em Bruxelas, Paris e Nova Iorque. Já editou livros e expôs trabalhos em meio-mundo. Ter nascido em 1961 deu-lhe tempo e vontade para tal..
Trabalho directo, perspicaz e acutilante. (Ou apenas um prato?)
Depois dos maravilhosos Feels e Sung Tongs (antes ainda tinham dado ao mundo luxos como Here Comes The Indian), os Animal Collective vão regressar em 2009.
Não é que alguma vez os AC tivessem partido, mas a verdade é que Strawberry Jam não (nos) preencheu devidamente o espaço ocupado pelas obras anteriores e caiu numa espécie de "apesar de não ser nada de novo ou genial este formato rende e por isso vamos lá utilizá-lo". A expressão pode ser injusta e cruel mas é o preço a pagar por quem teve (quer enquanto colectivo, quer nas divagações a solo, quer nas colaborações) registos de uma qualidade tão notável durante tanto tempo. Strawberry Jam não é um mau disco, longe disso, é até bastante recomendável, no entanto, não segue o 'processo evolutivo' que se esperava resplandescente. O que é isso de 'processo evolutivo' que se pode esperar? Nada em concreto. Pode ser apenas mais do que a soma das partes do que antes haviam feito ou uma degeneração frondosa ou simplesmente falhada. O novo disco já tem nome: Merriweather Post Pavillion. O lançamento está previsto para dia 12 de Janeiro e, mais uma vez, a edição é da responsabilidade da Domino - é assim desde o último.
Quanto ao alinhamento, já está disponível no site dos Animal Collective, aqui fica:"In the Flowers", "My Girls", "Also Frightened", "Summertime Clothes", "Daily Routine", "Bluish", "Guys Eyes", "Taste", "Lion in a Coma", "No More Runnin'" e "Brother Sport".
Em cima segue um video de "Brother Sport", ao vivo em França e gravado em 2007. É o último tema do disco.